convivencia com o homem
                                                                                          
Convivência do cão com o homem

O cão foi o primeiro animal a ser domesticado pelo homem, o que ocorreu 7000 anos a.C., na idade da Pedra Polida. Parece que, no começo, o cão servia de alimento, tornando-se depois, companheiro do homem e seu auxiliar na caça, como acontece até hoje.
Essas relações se estreitaram tanto, que o cão se integrou, realmente, à sociedade humana e da maneira mais ampla e a tal ponto, que um cão criado desde filhote, na mamadeira, por uma família, a ela se integra tão estreitamente, que passa, psicologicamente, a fazer parte da sociedade humana e a se tornar um estranho aos animais da sua espécie, ficando até mesmo indiferente sexualmente, às suas fêmeas. Para que isso não aconteça, o cão deve ter, sempre, contato com outros cães, para manter os estímulos normais de relacionamento com os da sua espécie. Essa integração do cão à sociedade humana começa a partir da sua 3ª ou 4ª semanas de vida. A fase mais importante na vida dos filhotes são os seus 3 ou 4 primeiros meses de vida, pois é nesse período que eles aprendem as primeiras regras de comportamento. Por esse motivo, devemos educá-los da melhor maneira possível, para que, mais tarde, sejam evitados problemas no relacionamento desses cãezinhos com os humanos, embora também o temperamento dos pais influam sobre eles. Não devemos isolar os filhotes, mas ajudá-los a se adaptarem ao ambiente em que vão viver, facilitando os seus contatos com as pessoas e com animais; com automóveis e outros veículos; com o movimento das ruas; com todos os tipos de barulhos e sons, etc. Além disso, não devemos superprotegê-los para que, como os seres humanos, não apresentem problemas psíquicos, tornando-se inseguros, dependentes, submissos ou estressados. Como as reações e o comportamento do cão são instintivos, devemos compreender algumas atitudes por ele tomadas, para não castigá-lo ou repreendê-lo por um ato que para ele é normal, porque isso o deixaria desorientado ou frustrado, pois ele não entenderia o castigo, por acreditar que nada faz de errado.

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Quando o cão fica só

O mais importante para um Cocker Spaniel é ter a maior liberdade possível e um bom amigo e companheiro, pois é muito afetivo e carinhoso, além de ser um cão que, por natureza, é alegre e agitado, um cão que não perdeu o seu instinto de caçador, que gosta de correr livre, nos maiores espaços que puder. Por isso, ele não suporta ser mantido preso e sozinho, em uma casa ou apartamento, pois se sente abandonado e, para se distrair, começa a brincar com os objetos que encontra, como sapatos, almofadas, tapetes, etc., e muitas vezes os destrói, como um sinal de protesto contra o abandono. Deixar um cão sozinho, em uma casa ou apartamento é, realmente, um grande sofrimento para ele: o melhor seria arranjar uma pessoa para fazer-lhe companhia e cuidar dele; colocá-lo em uma creche, pensão ou clínica para cães, onde seria bem tratado ou deixá-lo em outra casa, na companhia de alguém que cuide dele, pois assim ele não sentiria tanto a falta do dono e faria novas amizades.

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O Cocker e as crianças

As crianças, de um modo geral e desde pequenas, têm uma grande afinidade com o cão e demonstram sentir por ele muita amizade e muito carinho. Esses sentimentos são recíprocos, porque o Cocker Spaniel gosta muito de crianças e está sempre disposto a entrar em todas as suas brincadeiras e jogos, além de as defender de todos os perigos e agressões. Mesmo assim, não nos podemos esquecer de que o cão é um animal e de que ele tem todos os seus instintos e reações naturais. Por esse motivo, nem mesmo as crianças podem passar de um certo limite, pois ele pode reagir instintivamente e tão rápido, que nem tem tempo de ver quem dele se aproximou, o agrediu, mexeu no seu prato enquanto ele estava distraído, comendo, dormindo, etc. Por essas razões, antes de o cãozinho chegar à sua nova casa, devemos orientar as crianças, expondo-lhes o que é um cão, como lidar com ele e como devem tratá-lo, mas não se esquecendo, nunca, de que ele é um animal e não gente como nós, embora possa ser o seu grande amigo e companheiro de todos os dias. É preciso que as crianças entendam, também, que o cãozinho é um ser vivo e não um brinquedo, e que deve ser tratado com um cuidado e com todo o carinho; que não devem ficar brincando com ele o dia inteiro, porque ele precisa descansar; que ele sente dores e sofre, como as pessoas e que não devem puxar-lhes as orelhas, a cauda ou os pêlos; dar-lhe "cutucadas", puxões ou beliscões ou até bater nele; que não lhe devem dar comida fora das refeições; que não lhe devem dar açucar, doces ou outras guloseimas, pois lhe fazem mal; que não devem assustá-lo com paus, chicotes, pedras, soltando bombinhas ou fazendo barulhos altos, súbitos ou bruscos, pois ele fica muito assustado, com medo, nervoso e, às vezes, até agressivo. Além disso, as crianças devem saber que, mesmo por prazer ou carinho, não devem manter o cão no colo ou nos braços, por muito tempo, ou então fazer-lhe carinho apertando-o demais, o que incomoda e pode até machucá-lo. Para que as crianças fiquem mais motivadas, ainda, pela presença do cãozinho, devemos ensiná-las a alimentá-lo e a tratá-lo com carinho, mas com energia, quando necessário, não se deixando subjugar por ele, mas impondo a sua vontade à do cão; que nunca se aproximem do cão bruscamente ou de surpresa e principalmente, nunca o acordem de repente, para evitar que ele desperte assustado e reaja de acordo com seu instinto animal, atacando, o que pode significar uma boa "dentada", embora involuntária, pois ele não tinha a intenção de morder o seu amigo, e só o fez porque a sua reação foi "automática" e tão rápida, que ele nem teve tempo de ver quem dele de aproximou ou que nele tocou.

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O cão sente ciúme

Quanto maior a convivência do dono com o seu cão de companhia, maior será a sua amizade por ele, considerado pelo animal, o seu melhor amigo. Nesses casos, não há dúvida alguma de que, em certas ocasiões, o cão pode demonstrar um ciíme mais ou menos intenso, do seu dono e das pessoas da "sua" família. A reação pode variar com o seu temperamento, ou mesmo com as circunstâncias. Por esse motivo, devemos pensar sobre o assunto antes de levarmos para casa outro cão de companhia, pois ele, certamente, despertará ciúme no nosso antigo amigo canino, o que vai depender, em parte de nossas atitudes em relação a ele e, principalmente, do modo com que tratarmos o novo cão, podendo ele reagir de diversas maneiras: ficar triste e se recolher a um canto; deixar de comer e até ficar doente, por sentir-se só, abandonadoe desprezado; procura estar sempre junto do dono, não dando oportunidade ao seu "rival", de receber atenção e carinho das pessoas que ele considera só suas e que, por isso, devem dar atenção somente a ele; ameaça ou ataca, mesmo, o novo cào, que ele considera um intruso, tanto na "sua" casa quanto nas suas relações com o seu dono e sua família; ele pode atacar o seu "rival", ferindo-o ou até o matando, quando o seu ciúme é muito grande. Para evitar esses problemas, devem ser tomados alguns cuidados como: 1-permitir que o cão tenha, normalmente, o maior contato possível, com outros cães, para que se acostume com a sua presença; 2-assim que o novo cão chegar à casa, deve ser apresentado ao antigo cão, que nela já está vivendo e que a considera sua. É necessário, porém, que na hora da apresentação o dono faça festas e carinhos no antigo cão e não demonstre nenhum interesse pelo novo, para que ele "veja" que nada mudou com a chegada do novo cão; 3-para não brigarem, os dois cães podem ser deixados juntos, soltos pela casa, mas sob vigilância, para evitar qualquer problema; 4-só depois que eles fizerem amizade é que podemos começar a dar mais atenção e carinho ao novo cão que o merece e que o deve receber, mas aos poucos e sem exageros, principalmente na frente do seu companheiro, para que ele vá se acostumando com isso e não mais sinta ciúme. O cão pode sentir ciúme não só de outros cães e de outros animais, mas também de outras pessoas.

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Idades do cão e do homem

É comum ouvirmos dizer que 1 ano de vida de um cão equivale a 7 anos de vida de uma pessoa, o que não está certo, porque, para calcularmos relação entre idades de um cão e as de uma pessoa, existem coeficientes especiais. No Brasil, p.ex., a média de vida de um homem é de 67 anos, enquanto que a de um cocker spaniel é de 9 a 10 anos, o que equivale a 52 a 56 anos de idade, no homem. Para facilitar os interessados, apresento uma tabela de correspondência entre as idades do cão e do homem.


Tabela de correspondência entre as idades
do cão e do homem

Idade do cão Idade do homem
02 meses 14 meses
06 meses 05 anos
08 meses 09 anos
01 ano 15 anos
02 anos 24 anos
03 anos 28 anos
04 anos 32 anos
05 anos 36 anos
06 anos 40 anos
07 anos 44 anos
08 anos 48 anos
09 anos 52 anos
10 anos 56 anos
11 anos 60 anos
12 anos 64 anos
13 anos 68 anos
14 anos 72 anos
15 anos 76 anos
16 anos 80 anos
17 anos 84 anos
18 anos 88 anos
19 anos 92 anos
20 anos 96 anos


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Viagem e transporte do cão

Quando uma pessoa tem um cão, vai viajar e o deixa em casa, sozinho, isso faz o animal sentir muito. Naturalmente, o melhor seria o dono levar o cão, na viagem, apesar de isso dar algum trabalho e trazer alguns problemas.

Providências para a viagem

Para que um cão possa viajar, e de acordo com o seu destino, há necessidade de que sejam tomadas algumas providências.

Documentos exigidos



Atestado de saúde e carteira de vacinação, provando que o cão foi vacinado contra raiva, há mais de 30 dias e há menos de 1 ano da data do embarque. Para obtê-los, procurar um médico veterinário particular;
Ir ao Ministério da Agricultura, levando os documentos mencionados no item interior, para obter o Certificado Internacional de Sanidade Animal (CISA), para o embarque dentro de 8 dias, no máximo, ou a Guia de Trânsito Animal (GTA), quando a viagem for para outros estados brasileiros;
Quando a viagem for internacional, pegar todos os documentos obtidos e levá-los ao consulado do país a ser visitado;
Importante! Atenção: todos os documentos mencionados para viagens internacionais só servem para a saída do cão do Brasil, sendo necessário que o dono do animal providencie nova documentação, de acordo com a legislação do país em que estiver, para que o cão possa dele sair, e a necessária para que ele possa regressar ao Brasil;
Antes de viajar para o exterior, o dono do cão deve saber que alguns países como a Inglaterra, p.ex., exigem que o cão, ao entrar em seu território, fique de quarentena, como prevenção a determinadas doenças, o que pode causar sérios transtornos e despesas extras para o dono do animal, quando elenão está a par dessa exigência;
O cão deve ser levado para o aeroporto, 3 horas antes do embarque, pois ele e todos os seus documentos serão submetidos a um exame pela equipe de médicos veterinários do Ministério da Agricultura, sempre de plantão nos aeroportos, para os serviços de fiscalização de saída e entrada de animais;
É necessário lembrar que o cão, antes de embarcar, deve fazer as suas necessidades, principalmente quando a viagem é longa;
Durante a viagem, o cão deve receber o melhor tratamento possível, não lhe faltando água e alimento;
Providenciar um local para o cão ficar hospedado, principalmente durante as noites.


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O transporte


Normalmente, o Cocker Spaniel pode ser transportado com muita facilidade porque, devido ao seu tamanho, pode ser colocado em pequenas embalagens especiais. Mesmo quando o automóvel do seu dono está "cheio", o cocker spaniel poder ser nele transportado sem nenhum problema, porque também ele gosta de passear de carro e pode até ir solto dentro dele. Quando, no entanto, o cão vai viajar em transportes coletivos como aviões,p.ex., principalmente para o exterior, devem ser tomadas alguma providências, como:

  1. Colocar o cão em caixa, engradado ou gaiola de madeira, plástico especial, fibra, arame galvanizado, etc., de acordo com o seu tamanho e as exigências da companhias transportadoras ou países de destino;
  2. as embalagens devem ser bem ventiladas, para que o cão possa respirar normalmente, o que é fácil quando elas são de tela, de grade ou possuem orifícios, em número suficiente, nas suas partes laterais e superior, para que o ar possa nelas circular livremente;
  3. as embalagens para um só cão devem ter tamanho mínimo, de acordo com o cão que vão transportar, ou seja: comprimento igual ao comprimento do cão, medido da ponta do focinho até à base da cauda e mais um espaço para que o animal possa fazer algum movimento, não ficando espremido; largura igual à largura do cão, madida no ombro e altura igual à altura do cão em pé e com a cabeça levantada;
  4. quando a viagem é aérea, o cão, normalmente, é colocado no compartimento de carga do avião;
  5. quando o cão fica muito nervoso, deve receber tranqüilizantes, mas só em caso de muita necessidade, porque esses medicamentos podem ter efeitos colaterais prejudiciais ao animal;
  6. quando o cão enjoa, pode tomar medicamentos contra esse incômodo;
  7. o cão não deve receber alimentos muito perto da hora da partida, exceto se a viagem for longa;
  8. antes de viajar, ele deve ser levado a passear, para que faça as suas necessidades, principalmente se recebeu alimentos.



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Hotéis e hospedagem para cães


Há hotéis que aceitam receber cães quando acompanhando os seus donos ou providenciam alojamentos para eles, em outros locais. Outros, no entanto, não possuem esses serviços. Para evitar problemas, antes de reservar quarto em um hotel, é necessário verificar se ele aceita hospedar um cão ou se providencia a sua hospedagem em outro local.


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